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| Olha nós aí na foto...espiralando... |
A espiral é a essência do mistério da vida. Assim como se centra, ela
também para, se encontra, se retorce e, então, desce e sobe novamente em
graciosas curvas. O tempo se retorce em torno de si mesmo, trazendo os
ecos e vibrações enquanto que os caminhos vivos da espiral passam
próximos um do outro. A vida corre por estradas sinuosas, os seres se
encontram em determinados pontos de suas caminhadas, se entrelaçam, se
afastam, partem, retornam às origens. O ponto de partida também é o
ponto de chegada trazendo-nos a questão do retornar sempre,
reencontrar-se e se renovar.
Sobre as formas espiraladas e circulares, Alce Negro, dos Oglala Sioux coloca o seguinte: “Tudo que o poder do mundo faz é feito em círculo. O céu é redondo, e tenho ouvido que a terra é redonda como uma bola, e assim também o são as estrelas. O vento, em sua força máxima, rodopia. Os pássaros fazem seus ninhos em círculos, pois a religião deles é a mesma que a nossa. O sol nasce e desaparece em círculo em sua sucessão, e sempre retornam outra vez ao ponto de partida. A vida do homem é um círculo, que vai da infância até a infância, e assim acontece com tudo que é movido pela força. Nossas tendas eram redondas como os ninhos das aves, e sempre eram dispostas em círculo, o aro da nação, o ninho de muitos ninhos, onde o Grande Espírito quis que nós chocássemos nossos filhos”.
Para os antigos celtas essa é toda a essência do mistério da vida. O
circular, o espiralado. O tempo, uma das triplas linhas tão importantes
para o imaginário celta, se retorce em torno de si mesmo. Os astecas
achavam que certas flores que tinham em seu centro espirais, eram a
alegria do mundo, mostrando o ciclo do sol, quando nasce e se põe, as
estações, solstícios, ciclos assim como a vida dos homens. Os orientais
falam da kundalini, do fluxo de uma energia em espiral, dos redemoinhos
energéticos que perambulam nossos corpos.
Como vórtex de energia, as espirais encontradas em vestígios antigos
expressavam um entendimento do cosmos, da energia vibrante, da vida, ou o
seu contrário. Tradicionalmente, os ancestrais compreenderam que
espirais no sentido horário representavam o nascer, o sol, a vida, o
mundo de cima, a transformação pelas experiências exteriores. Para o
sentido anti-horário, representavam a lua, a morte, o outro mundo, o
mundo de baixo, o mundo dos sonhos e alucinações, intuição, as
experiências transformadoras vindas do nosso interior. Para os hindus, o
que no nosso mundo terrestre era no sentido anti-horário, para a
esquerda, no mundo de baixo, no outro mundo, correspondia ao sentido
horário. Hoje sabe-se que esses simbolismos expressam as funções
cerebrais, o lado esquerdo do cérebro regula o lado direito de nosso
corpo, o lado direito regula o lado esquerdo do corpo. Nem bom, nem mal,
apenas diversidades que compõe o universo, uma perfeita simbiose, uma
perfeita composição de energias.
Se vermos vários locais sagrados dos antepassados, desde o paleolítico,
em qualquer parte do mundo, notaremos sempre a compreensão circular e
espiralada. A espiral é a energia vital, é a energia em movimento, é a
própria jornada.
(créditos do ótimo www.saindodamatrix.com.br)
Foi uma tarde muito gostosa com um café MARAVILHOSO!Trilha sonora by Tia Tê... ;)
