| Criando o bicho solto |
Ravi está cheio de novidades, ele muda do dia pra noite, impressionante, não consigo acompanhar. Procuro no manual de instruções o que fazer e quando vejo aquilo já passou. Preciso consultar os alfarrábios da
(Adoro acompanhar a evolução dele pelo Wonder Weeks, esse livro é uma mão na roda e foge bastante da linguagem bobinha dos livros de maternidade, para os quais não tenho paciência)
Bichinho entrou definitivamente na fase dos chiliquinhos, Benja diz ser birra, mas não consigo acreditar que ele já está nessa fase.
Outro dia me mordeu com vontade porque eu fui catar dentro da boca dele um grão de ração de gato! Por causa dessa fixação nos biscoitos felinos agora os gatos só comem de manhã, quando o Ravi está na cadeirinha pra tomar café com a gente e de noite quando o bichinho já foi dormir, está sendo dureza pros gatinhos acostumados a beliscar o dia inteiro!
Dá chilique sempre que contrariado agora, se você passa a mão na cabeça dele e ele não quer ele tira a sua mão. Emburra e faz beiço. Se vai tirar alguma coisa da mão dele, ele grita.
O colo do pai é sagrado, não ouse tentar retira-lo do Benja que é chilique. Cismou com um brinquedinho da natação e é preciso muita estratégia pra retirar e distrair o Ravi, pra ele não dar chilique quando tem que ir embora sem o brinquedo (um pequeno pônei...), enfim, uma diversão!
Fofice:
A coisa mais fofa do mundo que ele faz agora é apontar as coisas com o dedinho, muito fofo, não aguento!
O quarto libre:
Como a cama do Ravi é uma cama baixa sem grades, ele acorda e rola pra fora agora, brinca e quando quer sair vai até a porta, fica de pé e bate nela até a gente abrir, acordamos sempre com ele batendo na porta agora, não usamos mais a babá eletrônica e ele dificilmente acorda chorando.
De madrugada quando acorda, e por agora isso acabou até a próxima fase difícil, aí abre o berreiro, mas de pé na porta também.
Tem dormido das 20:00 às 06:00...às vezes com uma acordada na madrugada.
Agora engatinha de caranguejo, com os pés e mãos no chão sem os joelhos, figura.
Anda pela casa toda arrastando as cadeiras e pelas bordas das coisas, mas ainda tem medo, o máximo que deu sozinho foi dois passinhos aí ele lembra e agacha.
Estala a boca quando senta pra comer e quando toma suco de laranja, que ele ama! Mega fofo.
Continua fazendo boquinha de passarinho pra comer!
Ainda mama no peito, mas sem horários definidos e quando eu menos espero ele "pede", gosta de mamar sentado, em pé, de joelhos, só fica deitadinho igual um bebê na rede.Gosta de mamar depois de banhos em geral, depois de rio, piscina e ducha.
Ele agora dança, dependendo da música, gosta mesmo é de rock. The Doors, Titãs e tem ouvido Led Zeppelin no carro e canta junto. Não dá muita bola pra música infantil, eu até coloco.
;)
Criando o Bicho solto:
De acordo com o manual do Dr. Zé Luís, pediatra que ele foi em Ourinhos e que nos forneceu uma extensa apostila que consulto vez ou outra, nessa fase é importante economizar no não, pra não gastar a palavra. Tem sido um exercício interessante e um pouco difícil, estamos tentando usar o não apenas pra situações de risco, tipo a ração e potes dos gatos, a tomada com inseticida e situações desse gênero. Temos deixado o Ravi bem solto e ficamos de olho, e quando não queremos que ele faça algo explicamos e retiramos o objeto dele e/ou o Ravi do lugar.
Eu evito restringir ele de qualquer coisa e deixo o Bichinho explorar a casa, com segurança é claro.
Está prestes a andar, eu acho, pode acontecer a qualquer momento.
Sempre tive a ideia de que bebes eram seres frágeis, mas Ravi é um bebê bruto desde neném! Nosso amigo Diego o chama de Bambam.
Tá nascendo o sétimo dente.
Beijos