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| Dois, o gato |
Em casa de bobeira no domingo estávamos eu e Benja conversando, quando em um dado momento nos demos conta de um silêncio bastante suspeito...Saímos procurando o neném e quando vimos...
Benja foi logo pegar o celular para registrar o momento de amor felino...
Que meigo
<3
A beleza não é opcional no ambiente da criança. Ela é absolutamente necessária. Uma beleza quase sublime, cuidadosa, pontual. Um amontoado de coisas sem sentido, como são quase todos os quartos infantis, e infelizmente muitos dos modernos quartos montessorianos, é feio, sem sentido e confuso. A beleza é pensada, cuidada, quase exata, e muito humana. É belo verdadeiramente o por-de-sol que poderíamos admirar por horas a fio, como fez o Pequeno Príncipe, que movia sua cadeira afim de rever o por-do-sol quarenta vezes, em um dia de especial tristeza.
É belo o céu estrelado, sob o qual nos deitamos e ao qual assistimos não fazer nada, a conversar com um amigo ou companheiro, por tempo sem fim. É linda a praia, a floresta, e é linda a flor e cada uma de suas pétalas, é belíssima a libélula que toca a água muito brevemente à caça de comida e gera círculos perfeitos, que só vão se quebrar à borda dos lagos. A criança quando encontra um pedaço de pedra no chão, um animalzinho novo, ou uma flor, e agacha-se para poder explorar e conhecer melhor, descobrir mais um detalhe do mundo, encaixar mais uma peça do infinito quebra-cabeças, que quando adultos esquecemos de completar.
(Lar Montessori)
