terça-feira, 19 de novembro de 2013

Considerações sobre a Aventura


Pousada da Abília - Santa Elena - 03 de Novembro de 2013 - Esperando os carros para sair rumo a Paraitepui
A grande liga dos protetores de Ravi: Na esquerda o querido Marcelo, Debora, Benjamim, com Ravi , Tereza e Christian. Na direita Gustavo, Diego e Jason.

Estava bem receosa com a subida ao Monte Roraima com o Ravi, mas foi bem mais tranquilo do que eu esperava e o bichinho se divertiu muito.
Durante o trekking ele estava confortavelmente instalado na sua poltrona nas costas do pai, que ele adora, com sua roupa de frio e capa de chuva a mão, vendo uma paisagem deslumbrante, comendo lanchinhos de frutas e castanhas e bebendo água fresca de nascentes. Com seus horários naturais de descanso e atividades preservados.

Porem, vale ressaltar, que não indico essa experiência para ninguém, nem acho a coisa mais natural do mundo pra qualquer um, pelo contrário, faz parte da nossa história e estilo de vida como família e uma coisa que queríamos muito fazer, desde que engravidei, era batizar o Ravi lá. Só aceitei ir por já termos vasta experiência com o lugar (quarta vez do Benja e terceira vez minha), por estarmos com um dos, senão o melhor guia do Roraima, que já tinha levado um bebê alemão de 11 meses, e por ser o Benjamim um montanhista não só muito experiente e nato, mas também com um impressionante vigor físico e disposição sobrenatural para carregar o menino pelos 80 km que caminhamos. 
Sabia que com ele Ravi estaria bem.

Além dessas seguranças, a montanha possui sinal de rádio e helicópteros de resgate pelo preço "módico" de 5000 U$ por pessoa, caso fosse necessário.

De minha parte, fazendo uma expedição desse tipo depois de 1 ano do nascimento do Ravi, em parca forma física, foi muito sofrido. Achei que iria tirar de letra mas meu corpo não é mais o mesmo. Não me exercito de forma regular desde que ele nasceu e o nervinho ciático chiou, nada que um cataflan não resolvesse, mas a dor e o cansaço muscular me deixaram apreensiva até o final da expedição. Testei meus limites e constatei, mais uma vez, como o espírito se sobrepõe ao físico, impressionante. Isso eu faria diferente, eu deveria estar bem mais fisicamente preparada, me arrependo de não ter levado mais a sério a parte do treinamento.

Massss....

No fim, até que não foi de todo ruim, completei a viagem carregando minha própria (e pesadíssima) mochila, coisa que não abro mão de fazer, ganhei uma musculatura forte novamente e alguns muitos centímetros a menos na barriga.

Ravi curtiu demais a viagem, éramos 10 pessoas, ele passava de colo em colo, alegre com todo mundo, e todos ajudaram muito. Comeu da nossa comida de acampamento com muito apetite, amou dormir na barraca e acordava feliz, feliz! Essa era a minha recompensa e foi o que fez tudo valer a pena no final.

O ritmo do acampamento era tudo que ele adora fazer...dormir quando a noite chega e acordar um pouco antes do amanhecer, passear o dia todo grudado na gente. Pegamos bastante chuva mas ele não se abalava, dormia na mochila protegido...tranquilo, mas não encarou a água gelada de verdade do banho no Roraima...abriu o berreiro e não insistimos mais nisso. Acabou que tomou banho 4 dias, só.

Enfim, relatos com (mais) fotos, assim que der!

Benjamim e Ravi, na chuva e no topo.


A inesquecível Pousada da Abília!

O Leão Marinho também foi!