quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Terceiro dia

After three days in the desert fun I was looking at a river bed
And the story it told of a river that flowed
Made me sad to think it was dead

You see I've been through the desert on a horse with no name
It felt good to be out of the rain
In the desert you can't remember your name
'Cause there ain't no one for to give you no pain
La, la, la, la, la, la, la, la, la
La, la, la, la, la, la, la, la, la

(Horse with no Name)

A trilha da subida, repararam?

subindo

O tempo fechou na subida. Benjamim e Ravi, quase lá.

Tomando um sachê de frutas




O Monte Roraima é definido com um dos lugares mais exóticos do planeta



Bom, finalmente tinha chegado a hora da subida. 

Pessoalmente estava louca pra subir, acabar logo com isso e me instalar no acampamento São Francisco, onde passaríamos 3 noites. Montar acampamento todo dia estava ficando cansativo. 

No terceiro dia o tempo fechou e subimos meio que envoltos em nuvens. Nesse dia escalamos os três juntos e eu já me sentia bem mais disposta, adoro andar no frio, acho bem mais fácil e o corpo responde bem melhor.

Mesmo assim, me lembro de ter vocalizado bastante na subida!

:D

 A escalada/caminhada foi bem tranquila e levamos cerca de 4/5 horas para atingir o platô do Monte Roraima sem muita, errr, dificuldade. Choveu um pouco, mas como na semana anterior o clima estava quente e seco não tinha nenhuma água nas cachoeiras que temos que atravessar para chegar ao topo.  
Seco
subindo

O Passo das Lágrimas estava seco (imagem da internet).




Depois de dois dias ansiosa, chegando ao Santuário de Macunaíma me acalmei e relaxei, embora física e emocionalmente exausta (quem é mãe sabe), deu tudo certo, estávamos lá...que delícia!

Barraca montada, troquei logo a roupa do Ravi  e a minha pelos nossos fleeces quentes. A equipe preparou um delicioso chocolate quente e eu me enfiei na barraca para descansar e pra relaxar com o Ravi. Dormimos os dois por umas boas duas horas. Enquanto isso, Benja foi andar até o ponto mais alto do Monte Roraima, conhecido como Maverick, com o grupo, foi a única vez que ele passeou um pouco sem o peso da mochila nas costas...
A chegada

O acampamento. Na foto o Rial, um holandês gente muito boa que caiu de gaiato no nosso grupo e adorou!


Chegando o pessoal, jantamos e brindamos ao sucesso da empreitada com sopa e chocolate quente.
No dia seguinte o planejado era irmos até o El Fosso. Brinquei com o Benja perguntando se já não bastava levar o menino até o monte, era preciso levá-lo até o centro do Roraima, 10 km adentro!!!!



Eu, Ravi, Benja e Vigel, que também faz parte desta história.
Topo do Monte Roraima, novembro de 2013



A Lenda de Macunaima

O Sol era apaixonado pela Lua, mas nunca se encontravam. Quando o Sol se punha, era hora da Lua nascer... E assim viveram por milhões e milhões de anos... Uma enorme montanha, muito alta, repousa no meio dos imensos campos de Roraima. Em cima, um vale de cristais e um lago de águas cristalinas, os quais reservam para si os mistérios da natureza. Um belo dia, o Sol atrasou-se um pouco (eclipse) e o tão ansiado encontro aconteceu. Seus raios dourados refletiram, juntamente com os raios prateados da Lua, no lago misterioso... Nesse encontro, Macunaíma foi concebido! Macunaíma esperto, cheio de magias, teve como berço o Monte Roraima. Cresceu forte e tornou-se um índio guerreiro; os índios Macuxi o proclamaram herói da sua tribo. “A bravura desse homem não se mede pelas armas que usou, mede-se pelos feitos que o tempo projectou. Macunaíma era justiceiro. Havia, próximo à montanha, uma árvore diferente, misteriosa. A Árvore de Todos os Frutos. Dela nasciam, a banana, o abacaxi, enfim todas as frutas tropicais. Ninguém podia apanha-las! Somente Macunaíma colhia os seus frutos dividia-os entre todos, igualmente. Mas a ambição tomava conta da tribo. Assim, os índios desobedeceram, mexeram na árvore, arrancando-lhe todos os frutos e quebrando-lhes os galhos, para plantarem, pois, queriam mais árvores desse mesmo tipo. A Árvore Sagrada perdeu a sua magia e Macunaíma ficou furioso! Num gesto de justiça, queimou toda a floresta, petrificou a árvore e, amaldiçoando todos, ordenou que se fossem embora. Da imensa floresta verde, restaram apenas cinza e carvão. E, até hoje, em frente ao Monte Roraima, está a Árvore Sagrada, petrificada. Macunaíma, em espírito, repousa, tranquilo, no Monte Roraima.

(autor desconhecido)