quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Primeiro Dia



 On the first part of the journey I was looking at all the life
There were plants and birds and rocks and things
There was sand and hills and rings
The first thing I met was a fly with a buzz
And the sky with no clouds
The heat was hot and the ground was dry
But the air was full of sound

I've been through the desert on a horse with no name
It felt good to be out of the rain
In the desert you can't remember your name
'Cause there ain't no one for to give you no pain
La, la, la, la, la, la, la, la, la
La, la, la, la, la, la, la, la, la

(Horse with no name)

No carro para Paraitepui

Vigel, o guia, um pemon guianense e Marcelo animadíssimo

Almoço antes da partida



Muito sol


O arredio Kukenam ficou descoberto por dois dias

Completamente límpido, Kukenam e Monte Roraima à direita



A logística da Viagem

Montando as barracas

A expedição para o Monte Roraima é o que eu chamo de" hotel de luxo para montanhistas", além do guia e cozinheiro, tínhamos um carregador de alimentos e equipamentos de cozinha, um carregador e montador para as barracas, um carregador para o banheiro (eles carregam um assento sanitário portátil), um carregador para lixo e dejetos do sanitário (nada mesmo fica na área do parque do Monte Roraima). Além desses "básicos", contratamos um para carregar as coisas do Benja, que estaria carregando o Ravi e para as coisas de quem mais não quisesse levar peso.

Acampar assim é muito fácil! Acampar fazendo trekking com um bebê em lugares onde só se acessa caminhando, sem carregadores acho que não ia rolar!

Na minha mochila iam minhas roupas e as do Ravi, minhas coisas, alguns lanches, saco de dormir e isolante térmico. Na mochila que carregava o Ravi ia o casaco impermeável junto com o macacão, as comidinhas dele e do Benja, filtro solar, repelente e etc...

Não sabíamos se ele ia aceitar a comida do acampamento então levamos uma lata de leite, aveia e mingau instantâneo, que não foram usados. Ele acabou comendo nossa comida, além das frutas secas e nozes que levamos.

As fraldas foram as descartáveis, levamos 40, e sobrou. Além da roupa de dia que era a calça dry fit com as camisetas de proteção solar, tinha o macacão impermeável e o anorak. Para dormir fleece e pijamas. Pequei pela falta nas meias, viviam sujas e/ou molhadas, levei só 3 pares, um era só para dormir. Compramos uma galochinha que quebrou um galhão e evitava que o pé dele molhasse na chuva.

No primeiro dia andamos 15 km, e acampamos no rio Kukenan, fiquei perto do Benja e do Ravi até mais ou menos a metade do caminho, depois só fui vê-los na beira do rio. Demos banho no neném, já era noite e ele não gostou nem um pouco do gelado Kukenan. Depois tomamos o nosso banho, jantamos espaguete e dormimos. Na primeira noite vimos que ia tudo correr bem na barraca, dormimos todos a noite inteira, parecia até que Ravi já tinha acampado. Não estranhou nem um pouco.


Pegamos muito sol nos dois primeiros dias, do tipo de torrar e o Benjamim foi bem na frente com o Ravi, se por um lado era um alívio saber que ele chegaria logo no acampamento, me dava meio que uma agonia de estar longe...mas eu simplesmente não conseguia acompanhar.

(continua)